Setembro Amarelo e as mulheres vítimas de violência
- jerusadrummondbran
- 26 de set. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 8 de ago. de 2024
Setembro Amarelo é o mês da prevenção ao suicídio. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país recorde em casos de transtorno de ansiedade e preenche a segunda posição em transtornos depressivos de acordo com o ranking mundial.
A violência contra mulheres é um forte indicador de elevação de tentativas de suicídios entre elas. Os homicídios e suicídios representam 83% das mortes por causas externas em mulheres vítimas de agressões anteriores.
O ciclo da violência, na maioria das vezes, se inicia com a violência psicológica, o que abala diretamente a saúde mental da mulher. A próxima fase é a física, onde a mulher sofre agressões e culmina na violência sexual, que pode causar diversos problemas, entre eles ginecológicos.
Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, entre 2011 e 2015, diz que vítimas constantes de violência doméstica, relações tóxicas, privação social e agressões psicológicas, são 30 vezes mais propensas a morrer por suicídio.
Em todos esses tipos de violência, dentro da mulher, morre algo, incluindo, a vontade de viver. Estima-se que para cada cinco vítimas de violência doméstica, uma tenta suicídio, e o risco de morte por autoextermínio aumenta de 5 a 30 vezes em mulheres que foram vítimas de seus parceiros.
Outro exemplo de violência é a patrimonial e está ligada ao suicídio dessas mulheres. Imagine você viver diariamente apanhando e não ter como sair do relacionamento, pois, seu marido é quem lhe sustenta?

É uma realidade terrível.
Outro caso é quando uma mulher viveu uma vida inteira de violência doméstica, logo que arruma condições e consegue se livrar do marido, ele entra com uma ação de alienação parental, e obtém na justiça o direito de ter contato com o filho. A mãe se desespera, afinal, se abusava dela, o que não faz com o menor?
Ainda em casos que o pai é poderoso, consegue até mesmo a guarda da criança e a afasta da mãe. Em situações como essa, até a mais forte das mulheres, chega ao fundo do poço.
Um número que vem crescendo e preocupando muitos pais, educadores e gestores públicos, é o de suicídio infantil. Crianças entre 5 e 14 anos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a violência familiar é um dos fatores responsáveis.
E como acabamos com esse número?
As soluções partem de três pontos
Um deles é uma mudança na Lei Maria da Penha, onde a medida protetiva será concedida, sem dificuldades, logo na primeira ameaça e com uso de tornozeleira eletrônica. A protetiva também deve ser estendida ao filho, uma vez que se o pai é agressivo com a mãe, não tem o porque ele também não ser com o filho.
Outra solução está relacionada à saúde da mulher. As vítimas de violência devem ter acompanhamento psicológico e psiquiátrico constante, para ajudar a melhorar sua saúde mental depois de sofrer violência.
Por fim, leis de incentivo à educação e a empregabilidade das mulheres, pois, somente assim elas vão conseguir escapar de um relacionamento abusivo que lhe faz mal.
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