Mulheres no Mercado de Trabalho
- jerusadrummondbran
- 21 de set. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 8 de ago. de 2024
A pandemia trouxe dificuldades para as mulheres, muitas largaram o emprego, pois, precisavam tomar conta dos filhos, e agora, que as coisas estão começando a voltar ao normal, elas veem obstáculos para retornar ao mercado de trabalho.
Uma pesquisa apontou, que só em 2021, a busca do público feminino por emprego, totalizou cerca de 7,5 milhões de pessoas. O mesmo levantamento mostrou que a inserção das brasileiras está entre 51,5%, o que já chegou a ser 54,3% antes da pandemia.
O impacto do isolamento social, com o home office e escolas fechadas, levou muitas mães a não conseguirem equilibrar tudo, e quando é para renunciar a algo pela família, sempre sobra para as mulheres. O machismo estrutural, a dominação patriarcal, e o fato de mulheres em cargos de liderança, receberem 23% a menos que os homens na mesma posição, levam as mães a largar o emprego em nome do bem-estar do lar.
A sociedade é rodeada de estigmas, como julgar uma mulher que larga o filho cedo para voltar ao trabalho, como se a vida profissional dela tivesse que se encerrar quando ela se torna mãe. Por que ela não pode exercer as duas funções?
Muitas mulheres sentem dificuldades em conciliar a maternidade com o trabalho, e não por não serem competentes, afinal, todas nós sabemos que somos capazes de fazer várias atividades ao mesmo tempo, o problema é imposto pela sociedade que sempre tenta dificultar para a mulher.

Um exemplo é elas terem um período de segurança, pós licença maternidade e quando termina, elas são demitidas. O simples fato de existir esse período de estabilidade, já é um erro, uma ameaça silenciosa. Um estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas, com 247 mil mães, mostra que 50% delas são demitidas, aproximadamente, dois anos após darem à luz.
Dentro do mercado de trabalho as mulheres ainda enfrentam muitos desafios para conquistar sua independência financeira, com a tripla jornada, lidar com assédio, desigualdade de cargos, salários e a garantia de seus direitos.
São a passos lentos, mas lutamos e persistimos, o resultado pode demorar, mas vamos chegar. Inclusive, um relatório do Fórum Econômico Mundial, mostrou que para se alcançar a diferença econômica de gênero, serão necessários mais 267,6 anos. Ou seja, ao se analisar que as mulheres entraram de fato no mercado de trabalho, por volta de 1970, ainda não caminhamos nem a metade.
Se pensarmos que nossas avós, nem ao menos participaram do mercado de trabalho, e quando o faziam, eram exercícios mais simples, como costura, e hoje já vemos mulheres em lideranças de grandes empresas, mostra que o processo está acontecendo.
As líderes apesar de existirem, estão em pequenos números. 80% das mulheres são professoras, cabeleireiras, manicures, funcionárias públicas ou trabalham em serviços de saúde. Desse percentual, a maior parte delas se concentrou no serviço doméstico remunerado, e o maior número são mulheres negras com baixo nível de escolaridade. Vale ressaltar que as mulheres que cuidam do lar, fazem um trabalho tão importante e cansativo como qualquer outro.
As mulheres na política também é outro assunto interessante. Representamos a maioria do eleitorado, e mesmo assim somos minoria nos cargos eletivos.
Está na hora de mudar! Muitas mulheres não têm condições de fugir dos seus violentadores porque sofrem abuso econômico e psicológico. Precisamos dar condições para que elas floresçam na vida, sejam livres e gerem empregos.
Precisamos aumentar o número de mulheres nos cargos de liderança, mudar a realidade de mulheres negras e com baixo nível de escolaridade que muitas vezes ficam confinadas a cargos de empregada doméstica, elas precisam ter acesso à educação para poderem conquistar o que bem quiserem.
Comments