Conheça o Projeto Chore em Movimento, criado por Jerusa Drummond
- Jerusa Drummond
- 16 de ago. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 8 de ago. de 2024

A violência contra as mulheres é um dos maiores problemas do nosso país. Os casos de violência doméstica vão muito além dos problemas de um casal entre quatro paredes, é uma questão de saúde pública. O acolhimento das vítimas e assistência jurídica, principalmente para mulheres em situação de vulnerabilidade, é uma questão social.
Uma das principais pautas levantadas pela candidata Jerusa Drummond é a defesa contra relacionamentos abusivos. O Brasil registra anualmente quase 100 mil casos de agressão à mulheres, e esse número ainda está longe de representar a realidade, visto que a maioria dessas agressões são praticadas dentro do âmbito doméstico, dificultando com que as mulheres denunciem seus agressores e busquem por ajuda, seja por medo ou até mesmo falta de oportunidade.
Foi pensando nisso, que Jerusa Drummond criou há dois anos o projeto Chora em Movimento. Jerusa já foi uma vítima de violência, apesar de seu alto conhecimento da área jurídica, de quais órgãos deve procurar em momentos como este, ela não deixou de ser uma vítima frágil que precisou de apoio. Desse momento tão difícil, nasceu sua motivação, e ela resolveu criar um caminho para que outras mulheres não passem sozinhas pelo que ela passou.
Através de seu WhatsApp profissional, a advogada escuta, aconselha e orienta pessoas do Brasil inteiro. Ela indica quem a vítima deve procurar, o que deve fazer, recomenda advogados de sua confiança, e também psicólogos. Qualquer vítima de abuso pode ser atendida nesse projeto, seja mulheres, crianças e até homens. No caso dos menores, os responsáveis podem entrar em contato com a advogada.
“Eu atendo sozinha e a principal função do Chora em Movimento não é a consultoria que eu presto, é o meu ouvido empático, a minha opinião e o meu socorro. Às vezes eu mesmo entro em contato com a polícia, faço questão de caminhar junto com as vítimas, para quebrarmos o ciclo da violência”, conta Jerusa.
Uma das principais dificuldades encontradas pelo projeto é a busca de ajuda de outros profissionais . Por mais que Jerusa entre com toda a parte da consultoria, é necessário parceiros de outras áreas que se disponham a oferecer atendimentos de forma gratuita, uma vez que grande parte das mulheres que buscam pelo projeto são de classe econômica baixa.
“O que falta em nosso país são pessoas que querem realmente ajudar o próximo. Muitas dessas mulheres não têm condições de pagar um advogado, justamente por estarem sofrendo, além da violência física e psicológica, violência patrimonial. A defensoria pública já está com muitos processos, então a pior parte é ter que ficar implorando a outros profissionais que me ajudem, porque sozinha eu consigo fazer uma parte, mas não tudo”, desabafa a Procuradora do Estado.
Jerusa nunca foi uma mulher de ver as situações e deixar para depois, ela tem pressa para dar soluções, sede por justiça, e essa foi uma das motivações para dar início ao projeto que tirou muitas mulheres da violência.
Em briga de marido e mulher se mete a colher sim, inclusive, a violência não se resume só a agressão mas quem se omite também pode ser responsabilizado. Mulheres, a um primeiro sinal de ameaça, denuncie, da classe baixa até a mais alta, todas estão sujeitas a sofrer nas mãos dos parceiros.
“Nós estamos na vida para evoluir, não passamos por nada nessa vida que não tem um propósito, se eu sofri abuso, isso apenas me tornou mais forte para ajudar o próximo, é muito gratificante salvar vidas, de mulheres, crianças, vítimas de abuso, você leva esperança a essas pessoas e para mim isso não tem preço” conclui Jerusa.
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